Citação da autora feminista marxista Heleieth Saffioti.
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Citação da autora feminista marxista Heleieth Saffioti.
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Maternidade deve ser escolha, não prisão!
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Sobre como a mídia influencia mulheres acerca do parto normal e como relatos de parto podem ajudar!
“Se você pensasse numa maneira de punir mulheres por serem mulheres, pobreza seria o suficiente.” — Andrea Dworkin
Bem como o Senhor de Escravos exigia que os escravos imitassem a imagem que tinha deles, assim também as mulheres, que vivem numa posição relativamente sem poder, política e economicamente, se sentem obrigadas por um tipo de força implícita a viverem de acordo com a imagem cultural d'o que é fêmea
Mulheres que são fêmeas humanas adultas, não-portadoras do cromossoma y, potencialmente possuidoras de vagina e útero. Somos oprimidas pela nossa corporeidade e nosso potencial reprodutivo, somos recursos para a subsistência do homem, do macho humano adulto e sua linhagem, oferecemos a continuação da espécie, produção, mão-de-obra, lazer e conforto. Somos exploradas como as irmãs água, a floresta, a terra, a própria atmosfera terrestre e toda a esfera telúrica viva. Independente de me identificar ou não com a roupa que me ensinaram a vestir, como me ensinaram a andar, sentar e amar. No momento da minha consolidação neste plano, meu corpo foi relegado a um status de segunda classe e subserviência. Isso é a interseccionalidade raiz e primária entre todas as mulheres, independente de classe, raça e sexualidade. A opressão é material e não subjetiva, não existe privilégio cis. Não somos as mães do mundo, nosso peito não é escancarado, nossa dor não é tapete e nem escudo. Por um movimento não-modificado, descolonizado e honesto.
Seja como uma ursa na floresta de si mesma.
Mesmo adormecida, você é poderosa no respirar.
Cada pêlo tem vida
E resistindo, como você faz, balançando
de uma pata para a outra,
toda a floresta resiste com você.
O som de cada minuto, um após o outro,
é distinto em seu ouvido. Aqui
no borrão das misturadas sensações, você consegue
sentir o refrescante contorno do ser, partículas.
Grandiosa como você é, enorme como você é,
Bramindo como o mais profundo tambor,
A vibração contínua que torna a música
o que ela é,
não uma leve pedra que saltita na superfície das coisas,
você viaja abaixo
tocando nas profundezas onde apenas os intrépidos vão.
Seja como a ursa e
não esqueça
como você torneou
sua forma massissa sobre o fruto recém-amadurecido
que explodiu em sua boca naquele momento
como você rolou
na grama molhada, fresca e prateada, mesclando
em sua pele sensível,
como você fechou
seus olhos e nadou longe e mais longe
ainda, a luz das estrelas
se moldando ela própria ao seu corpo,
nave espacial balançando as grandes, lentas ondas
sob as árvores brancas na
noite nevada.
Autora: Susan griffin
Texto original: Great As You Are

São
tempos difíceis para as mulheres. O movimento feminista dos anos 70 e 80
levantou a conscientização sobre a violência contra mulheres numa escala
global. Como resultado, hoje, nós podemos identificar o assassinato de mulheres
e meninas como sistemáticos sob o patriarcado. Na América Latina e Caribe, onde
a violência contra as mulheres é uma epidemia, nós até temos um termo para
isso: feminicídio, que significa “o homicídio de uma mulher por conta de seu
sexo”.
Apesar disso, a realidade vivida pelas mulheres se tornou mais indizível hoje. Aquelas que reconhecem que as fêmeas são oprimidas como uma classe, sob o patriarcado, são rotuladas como –fóbicas ou pior. Em outras palavras, análise feminista de sistemas de poder é posta de lado para acomodar a ideia de que a mulheridade não é nada mais que um “sentimento”.
Em “Equalidade para ela”, a jornalista Katelyn Burns escreve:
“Então, o que significa se sentir como uma mulher? Significa que se você é uma mulher, isso é qualquer coisa que você está sentindo no momento. Mulheres são tão diversas em suas experiências que não pode haver um modelo universal de mulheridade.”
Aparentemente, mulheridade é agora tão abrangente que pode ser experenciada por qualquer um, baseado nesses “sentimentos”. Ainda assim, ao mesmo tempo, dentro dessa análise, a mulheridade é representada sem sentido e sem raízes estruturais.
“O que é uma mulher?” é uma pergunta feita por aquelas privilegiadas o bastante para nunca terem tido de sofrer a resposta desta pergunta. Ninguém pergunta às mulheres como é “sentir” a mulheridade, poque, para nós, ser “mulher” é simplesmente nossa realidade.
A maioria das mulheres no mundo aprendem bem cedo que, no patriarcado, sua opinião acerca da sua subordinação é irrelevante. Como uma força estrutural, o patriarcado continua a degradar e violar mulheres e meninas, gostemos ou não, concordemos ou não – os sentimentos das mulheres que se danem.
A violência masculina contra mulheres garante a nossa conformidade. Feminicídio é o extremo letal disso, mas a violência contra mulheres e meninas se manifesta de inúmeras maneiras. Em círculos feministas, nós falamos sobre violência masculina contra mulheres com muita frequência. Na verdade, acabar com a violência masculina é o ponto mais urgente da agenda para a liberação das mulheres.
Mas como nós podemos erradicar a violência masculina contra mulheres se ignorarmos a centralidade dos corpos das mulheres sob a supremacia masculina? Como podemos ultrapassar a sociedade patriarcal se recusarmos a reconhecer que mulheres são uma classe de pessoas, cujo status é determinado pelo seu sexo?
Em 31 de Agosto, essa realidade foi revelada em um hospital chinês. Uma mulher de 26 anos chamada Ma Rongrong entrou em trabalho de parto uma semana antes da data marcada. Ela foi advertida pela equipe médica, no hospital Yulin Número 1, na província de Shaanxi, que a circunferência da cabeça do bebê era muito grande para um parto normal. Ma e seu marido, Yan Zhuangzhuang, assinaram um documento, contrariando as recomendações médicas, afirmando que Ma queria tentar um parto vaginal mesmo assim.
O jornal chinês Caixin relatou que, conforme as dores do trabalho de parto intensificavam, Rongrong mudou de ideia e pediu uma cesárea, várias vezes. O problema é que, sob a lei chinesa, um familiar da paciente deve aprovar todas as cirurgias de grande porte que seu parente está para ser submetido. A família de Rongrong recusou a cesárea.
O artigo explica: “Os registros do Hospital mostraram que ambos, a mulher e o hospital, solicitaram permissão da família três vezes para realizar a operação, mas os parentes dela alegadamente recusaram e insistiram num parto normal.” Há imagens de vídeo de Rongrong tentando andar, mas ajoelhando em dor excrucitante, rodeada por meia dúzia de membros da família.
Hoje, a família e a equipe do hospital culpam uns aos outros por negar a Rongrong a cesárea que precisava. Mas parece que a última palavra dada por sua família – especificamente o marido de Rongrong, que tinha sua permissão escrita para decidir sobre o método de tratamento médico para sua mulher (após consulta com equipe médica), ainda assim não aprovava a cirurgia.
Em desespero, Rongrong até mesmo tentou deixar o hospital, mas foi pega e trazida novamente para dentro. Eventualmente, ela tomou uma decisão drástica e trágica: Ma subiu numa janela do quinto andar e pulou para a morte.
Por que Rongrong morreu? Eu diria que Rongrong morreu, em última análise, por causa de seu sexo.
Ninguém perguntou a Rongrong se ela se “sentia” como uma mulher, o patriarcado simplesmente tratou-na como uma – governando seu corpo de fêmea contra sua vontade, ignorando seus pensamentos e sentimentos. Uma política nacional ditando que todas as cirurgias tem que ser aprovadas por membros familiares afeta cada paciente na China Mas, como a morte de Rongrong mostra, essa política tem repercussões especiais para aquelas com corpos fêmeas.
Um caso igualmente horrível aconteceu na mesma altura na República Dominicana. Uma menina de 16 anos, chamada Emely Peguero Polanco, estava desaparecida há mais de 10 dias. Seu desaparecimento e os esforços de busca foram notícias de última hora, em parte porque Peguero Polanco estava grávida de cinco meses em um país que fetichiza a gravidez. Por quase duas semanas, parecia que o país não tinha mais o que falar.
Como muitas pessoas suspeitavam, Peguero Polanco foi assassinada. Suas horas finais e a maneira de sua morte foram horríveis. Ela foi emboscada pelo seu namorado, um cara mais velho chamado Marlon Martinez, que disse que a levaria para uma consulta médica. Ao invés disso, ele a levou para seu apartamento onde (provavelmente com a ajuda de outras pessoas) lhe fez um aborto forçado.
A investigação ainda está aberta, mas o crime é, ambos, misógino e vil. A mãe de Marlon, Marlin Martinez, era uma política influente na comunidade e ajudou ativamente seu filho a encobrir o crime. Marlin pagou vários funcionários para transladar o corpo de Peguero Polanco através do país, de modo que as autoridades não pudessem encontrá-lo Marlin até mesmo aparece com seu filho numa gravação de vídeo em que eles pedem a Peguero Polanco – que já tinha sido assassinada – para voltar para seus amados familiares, dirigindo-se a ela como se tivesse fugido.
O relatório forense afirma que Peguero Polanco foi vítima de violência física e psicológica, bem como tortura e atos bárbaros:
“Dentro do cadáver, havia pedaços do feto que ela gestava no útero, concussão na parede uterina e canal vaginal, perfuração do útero, significando que uma grande força foi aplicada na área e vários órgãos relacionados a um aborto forçado.”
O relatório também explica que ela tinha “uma concussão contundente com hemorragia cerebral, significando que o trauma foi inflingido enquanto ela estava viva”.
Independente dos “motivos” que seus assassinos e seus cúmplices pudessem ter (alguns analistas argumentam que havia um elemento de classe, pois Peguero Polanco era pobre e Marlon era de classe alta, então sua família não queria uma garota da classe trabalhadora carregando um filho seu), Peguero Polando foi morta por causa de sua gravidez, corpo fêmea. E eu tenho certeza que nenhum desses que fizeram o aborto forçado que a matou perguntaram a Peguero Polanco se ela se “identificava” com as realidades biológicas da sua mulheridade.
Ronrong e Peguero Polanco são meros exemplos recentes, mas os modos que as mulheres são assassinadas por serem mulheres, sob um sistema patriarcal, são infinitos. Mas a teoria Queer de hoje e seus defensores estão pondo de escanteio essa brutal realidade para pintar a mulheridade como abstrato. Reduzir a “mulheridade” a sentimentos, vestimentas e identidades pessoias é um tapa na cara da maioria das mulheres e garotas cuja opressão lhes é imposta, independente de como se vistam ou identifiquem.
Recentemente, o cantor britânico Sam Smith se apresentou como “não-binário” dizendo “Eu me sinto tão mulher quanto homem”. Essa identidade recém-descoberta parece ser baseada unicamente no superficial. Ele explica:
“Houve um momento na minha vida em que eu não tinha uma única peça de roupa masculina, sério… Eu usava maquiagem completa todo dia na escola, cílios postiços, leggings com coturnos Dr. Martens e enormes casacos de pele – por dois anos e meio”.
Determinar que você “se sente como uma mulher” porque gosta de usar salto alto, maquiagem e vestido é profundamente misógino, pois essas são apenas as armadilhas da feminilidade – uma projeção das fantasias masculinas sobre mulheres – ainda assim, essa ideia parece estar ganhando tração.
Bem como a classe alta adora a estética da classe operária e similamente aos autores masculinos que fetichizam mulheres na Indústria do Sexo, querendo parecer “hip”, como Kajsa Ekis Ekman argumenta, essa diluição da mulheridade é uma forma de gentrificação. Nesse caso, a mulheridade é desejada e cooptada por aqueles que são beneficiados no patriarcado (machos), enquanto as realidades desconfortáveis e violentas da mulheridade continuam relegadas às subclasses, que não tem saída.
Em Being and Being Bought, Ekman escreve:
“Um homem que romantiza a classe operária aplaude o trabalhador físico e espera que ele tenha alguns desses atributos, mas é o estereótipo de masculinidade que ele admira, não a pessoa tentando sobreviver em condições difíceis. O “wigger” sente que é parte da comunidade negra, mas não se chateia com a violência no gueto. O que ele falha em compreender é que ao fetichizar a vida cotidiana de alguém, ele mostra quão distante está dela. As condições de vida se tornam uma identidade, e depois um fetiche.”
A gentrificação da mulheridade pega os estereótipos de gênero impostos às mulheres e os apresenta como se eles definissem a mulheridade. Isso oferece uma fachada subversiva que funciona apenas a nível individual, em vez de estrutural, ignorando o sofrimento e opressão das mulheres. Em vez de avançar nos direitos das mulheres e garotas, essa forma de gentrificação os obscurece, apagando as razões pelas quais mulheres precisam de direitos sexuais em primeiro lugar.
Ekman argumenta:
“O oprimido está profundamente consciente da humanidade dos privilegiados. Para os privilegiados, por outro lado, o oprimido é um enigma vivendo num mundo mágico meio-humano. A fantasia do privilegiado é ter a habilidade de chafurdar nesse mundo”.
De fato, homens podem até fazer isso, mas eles nunca serão forçados a existir dentro dos limites da mulheridade, pois não nasceram com corpos fêmeas. Através de escolhas superficiais como roupas e maquiagem, a opressão das mulheres é transformada em algo libertador… para todos, menos nós.
A crueldade casual desses argumentos absurdos e circulares têm se desenrolado enquanto meninas e mulheres no mundo todo sentem o peso do que para elas, é uma realidade, não uma identidade.
Texto de Raquel Rosario Sanchez
Link original: https://goo.gl/wkA7ja
something the ddlg community seems to fail to acknowledge is that sexual arousal and orgasms are powerful conditioning tools. if you and your daddy sexualize childlike behavior, children’s innocence and helplessness, childlike speech/baby talk, children’s objects and toys, children’s clothing, etc etc these things will become sexual to you, anyone who’s taken the most basic psychology course can tell you this. your brains will literally begin to associate them on their own with sexual arousal and your “daddy’s” brain and dick will respond accordingly. he might absolutely get turned on seeing a child behaving and dressing and talking the very same way his “little” does simply because he’s used to all of these things being involved when he gets off.
he might not have started out as a pedophile and the two of you may be “consenting adults”, but use your critical thinking for a moment and realize that normalizing this pedophilic dynamic will make you both desensitized to it. the same way continuous exposure to violent porn creates a link between violence and sexual arousal for those consuming it, being turned on and getting orgasms while roleplaying pedophilia will cause a link to form between sexual arousal and childlike. your kink harms children, bye
i forget where I heard this from, but it’s like this: you’re conditioning yourself to react to specific things in a sexual way
think of it like a bell rings whenever a dog is about to get fed. soon the dog begins salivating and getting excited every time it hears a bell ring bc it associates that sound with getting fed.
by partaking in the ddlg kink, you’re associating sexual things with specific childlike behaviour, and soon enough every time you see these things you’re gonna react in the same way bc of the sexual connotations you’re associating that behaviour with
I found it!! It’s called ‘classical conditioning’ or ‘Pavlovian conditioning,’ and the experiment you’re referring to is often called ‘Pavlov’s dog!’
There was a very interesting study done by Rachman in 1966 where he showed that the same principles demonstrated in Pavlovian Conditioning can lead men to ‘train’ themselves into developing new fetishes. He showed a test group of heterosexual men pictures of sexualised women together with pictures of boots. After repeated exposure, the men eventually demonstrated a sexual response to the pictures of the boots in isolation, and, on further study, was shown to extend to other kinds of women’s footwear that had not been pictured - in short, they ‘learned’ to have a foot fetish. If we replace the boot of Rachman’s study with the paraphernalia associated with the DDLG community (diapers, stuffies, pacifiers etc) then the danger posted to children becomes pretty obvious.
This is why it’s frustrating to try to get people to realize that, no, fetishes are not like sexual orientation. Just because you didn’t consciously choose to have a particular fetish doesn’t mean it isn’t learned.
This is exactly why I don’t believe pedophelia is an innate orientation. I’ve seen tons of stories from people (mostly men) who didn’t start out attracted to kids, until they were exposed to child porn. Then, the more they consumed, the more they wanted. It’s especially obvious among weeaboos: there’s a statistically abnormal rate of pedophilia among these people whose cultural milieu includes a shitload of “acceptable”, “harmless” child porn in the form of loli and shota. That can’t be a coincidence.
I’m convinced that child porn is actually creating more pedos and people saying it’ll redirect the urges of pedophiles away from real children are either deluded or lying.
